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  Ana Vita S. Martins
20/10/2009
Jovens no mercado de trabalho
 

No contexto atual, de estreitamento do mercado de trabalho, de extremas exigências de qualificações profissionais e do excedente de mão-de-obra pouco escolarizada e qualificada, um dos maiores desafios a serem enfrentados é a inserção dos jovens no mundo do trabalho, já que estes são os mais penalizados com o desemprego e a precariedade do trabalho, que se revelam nos baixos rendimentos, altas jornadas de trabalho, instabilidade ocupacional, alta rotatividade e ausência de mecanismos de proteção social e trabalhista.

São os jovens, na faixa etária de 15 a 24 anos, das camadas populares, os mais atingidos pelas mudanças no mundo do trabalho, pelas fragilidades do sistema educacional e os mais destituídos de apoio de redes de proteção, encontrando-se em maior estado de vulnerabilidade social. Entre os principais problemas com os quais se deparam hoje estão: o acesso restrito à educação de qualidade, as frágeis condições para a permanência no sistema escolar, a dificuldade de inserirem no mercado de trabalho formal, a luta pelo primeiro emprego e a inadequada qualificação profissional. Tais dificuldades reforçam a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para o aumento da escolaridade do jovem, a qualificação profissional, a participação social, a garantia do primeiro emprego, a fim de proporcionar-lhe experiência profissional, além de uma política integrada de proteção social.

Entre as maiores dificuldades dos jovens está na conquista do primeiro emprego, uma vez que se encontram nas piores condições de competição em relação aos adultos que, com freqüência, acabam preenchendo as vagas antes mesmo de serem acessadas pelos jovens, já que possuem, na maioria das vezes, escolaridade mais elevada, alguma experiência profissional e qualificação.

Vale ressaltar que um dos aspectos importantes no trajeto de um adolescente é a definição da sua vida futura no âmbito profissional. A conclusão do ensino fundamental é a primeira altura em que o jovem deve realmente decidir qual será a área predominante nos próximos anos de aprendizagem. E assim sendo, é importante o papel da orientação educacional na escola, que deve promover testes vocacionais, com o intuito de tomar uma decisão mais madura na hora da escolha profissional.

Também existem aqueles alunos que desde cedo manifestam interesse por uma determinada área, e começam esboçar um percurso linear, tornando-se profissionais realizados. No entanto um jovem que sempre soube aquilo que quis não é necessariamente o mais bem sucedido. As dúvidas, os receios ou mesmo os erros nas escolhas fazem parte de uma aprendizagem e de um processo de evolução característico de qualquer ser humano e que atinge uma maior intensidade na fase da adolescência, por ser característica de enormes mudanças físicas e emocionais num curto espaço de tempo. Assim, se um jovem está muito indeciso relativamente ao seu futuro e prolonga a sua decisão, isso não é sinônimo de fracasso ou desinteresse no futuro e pode junto dos pais procurarem profissionais especializados que certamente o saberão ajudar e orientar nesta fase importante da sua vida.

Sem dúvida o trabalho é uma categoria central para os jovens, e é de extrema importância que o orientador educacional proporcione aos jovens projetos com esta temática, para lhe assegurar uma escolha melhor para seu futuro, o papel da escola não é só proporcionar o conhecimento de conteúdos, mas um conhecimento que este indivíduo possa utilizar na sua vida depois da escola.

O Brasil, que é um país-membro da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a legislação trata como criança o indivíduo com até 12 anos, e como adolescentes os que têm entre 12 e 18 anos de idade. De acordo com a Constituição de 1988, a idade mínima para ingresso no mercado de trabalho era de 14 anos, permitindo-se o ingresso de indivíduos entre 12 e 14 anos na condição de aprendiz. A partir de dezembro de 1998, com a aprovação da Emenda Constitucional nº 20, a idade mínima passa a ser 16 anos, salvo na condição de aprendiz entre 14 e 16 anos de idade.

 

 

 

 

Ana Vita S. Martins
Graduando em Pedagogia (Orientação Educacional)

 
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